A respeito da interseção entre cultura e mercado, leia o trecho a seguir. “Hoje, a cultura não tem só um expressivo peso econômico. A economia como um todo depende cada vez mais, em seu conjunto, das dimensões culturais. Algo que não saberia limitar-se aos sucessos de um ou outro grande ‘autor’, por mais genial que ele seja. O que é cultural no capitalismo globalizado das redes é o trabalho em geral. Ou seja, um trabalho que se torna intelectual, criativo, comunicativo – em uma palavra, imaterial.” (Antonio Negri & Giuseppe Cocco. “O monstro e o poeta”, Folha de São Paulo, 3 de mar. 2006) De acordo com o trecho, a economia da cultura:
- A valoriza o trabalho técnico como base produtiva dos bens imateriais
- B fundamenta-se na criatividade individual como motor do crescimento das indústrias culturais
- C passa por um processo de homogeneização dos fatores intangíveis de competitividade
- D integra-se à lógica do capital por meio da expansão do trabalho criativo e comunicativo
- E vive uma era marcada pela divergência entre fatores culturais e dinâmica socioeconômica.