O esforço de ruptura com o conservadorismo é uma marca da trajetória histórica do Serviço Social brasileiro e que tem na formulação e implementação do projeto ético-político profissional um suporte fundamental. Na atualidade, em função do avanço das práticas e ideais ultraconservadores, cabe às(aos) assistentes sociais um claro posicionamento crítico e contrário ao fascismo, ao racismo e às mais distintas formas de opressão e violência. Tal posicionamento depende, no âmbito do trabalho profissional, da
- A capacidade analítica, para apreender o avanço neo-conservador dissociado do fascismo, do racismo e das formas de opressão, e da competência metodológica, para operar sobre esses fenômenos em função de suas particularidades.
- B competência teórica, para apreender as determinações históricas que reatualizam esses processos na atual crise do capital, e da competência política, no campo da articulação com as lutas sociais e os movimentos populares.
- C capacidade propositiva, para sugerir à sociedade formas de coibir as práticas e os ideais ultraconservadores, e da capacidade intelectual, para atuar na produção de novos consensos sociais que resgatem valores humanitários.
- D competência teórica, para situar tais processos como tendências presentes na formação sócio-histórica brasileira, e da competência técnica, para realizar ações de ressocialização quando identificadas junto à população usuária.
- E capacidade analítica, para explicar os fundamentos ideológicos que embasam o ultraconservadorismo, e da capacidade propositiva, na formulação de estratégias políticas públicas de enfrentamento da violência.