Entre 1990 e 2019, o Brasil passou por uma série de mudanças e avanços na estruturação de seu sistema de saúde pública e de proteção social básica, que culminaram no incremento dos indicadores globais de mortalidade observados. A figura abaixo mostra as taxas ajustadas de mortalidade e anos de vida perdidos ajustados por incapacidade (do inglês Disability-Adjusted Life Year, DALY), totais e por causa, estratificadas por sexo, no período mencionado (Martins et al., 2021). Evolução histórica das taxas de mortalidade e DALY segundo sexo e grupo de causa. Brasil, 1990-2019. Fonte: GBD, 2021. A partir dos dados apresentados, é correto concluir que:
- A houve vantagem masculina, tanto para o cenário de mortalidade, quanto para a DALY, total e por causa
- B há um efeito maior da morbidade nas taxas de mortalidade do que no DALY
- C a variação foi mais acentuada na mortalidade do que no DALY, tanto em relação ao aumento quanto em relação à queda
- D o maior diferencial por sexo está nas causas externas, com taxas de mortalidade e DALY maiores para mulheres, em comparação com homens, em todo o período
- E houve um aumento da carga de doenças crônicas e não transmissíveis na morbidade da população do país, concomitantemente à queda da carga de doenças infecciosas.