A avaliação de um programa social teve como princípio metodológico fundante o envolvimento e a participação dos seus formuladores, gestores, implementadores e usuários, propiciando apreender os múltiplos fatores, processos e resultados da ação pública. Tornando esses sujeitos partícipes da avaliação, o debate coletivo levantou uma diversidade de opiniões, valores e expectativas sobre os propósitos e resultados do programa. Esse tipo de avaliação
- A carece de rigor metodológico e limita-se a colher informações e opiniões dos sujeitos implicados no programa de modo indiferente à aprendizagem social.
- B prescinde de verificar a capacidade de o programa dar respostas às demandas dos usuários e concentra-se na aferição da consecução ou não dos seus objetivos.
- C dispensa competências técnico-científicas específicas e privilegia habilidades de mediação no processo partilhado por meio de informações e questionamentos.
- D abdica da definição de indicadores, aplicação de questionários, entrevistas, dentre outros instrumentos tradicionais, e prioriza a discussão e reflexão coletivas.
- E retira o avaliador da posição de único agente valorativo, por meio da participação dos sujeitos implicados no programa, e atribui valor pela construção de um coletivo.